quarta-feira, 5 de março de 2014



OSCAR 2014 - OS VENCEDORES



O tapete vermelho de Hollywood foi estendido para mais uma premiação, a 86ª edição do Oscar. Numa cerimônia onde todos os holofotes estão voltados para os artistas que mais brilharam no ano.

E assim sendo, vamos apresentar os prêmios mais importantes dado pela Academia aos grandes vencedores da noite!



MELHOR FILME: 12 ANOS DE ESCRAVIDÃO




    "12 anos de escravidão" foi o grande vencedor da principal categoria do Oscar, Melhor Filme. O longa já havia recebido vários prêmios na categoria e era considerado o favorito. O ator e produtor do filme, Brad Pitt, fez um discurso emocionado ao lado do diretor do filme Steve Mcqueenque ficou, literalmente aos pulos com a premiação. O filme também recebeu os prêmios de Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Atriz Coadjuvante.
    A história é baseada na autobiografia de 1853, de Solomon Northup, um homem negro livre que foi sequestrado em Washington D. C. e vendido como escravo.
   O filme relata o trabalho escravo e as humilhações a que foi submetido nas plantações do estado de Louisiana por 12 anos antes de ser libertado.


MELHOR ATOR: Matthew McConaughey (Clube de Compras Dallas)


excelente atuação de Matthew McConaughey em "Clube de Compras Dallas" lhe rendeu a primeira indicação ao Oscar de sua carreira, assim como ganhou vários prêmios pelo papel, inclusive o Globo de Ouro, também foi ganhador do Oscar de Melhor Ator.
Matthew, mais conhecido por interpretar galãs em várias comédias românticas, se despiu desse esterótipo, encarnou um soropositivo e teve que perder mais de 20 quilos, o que o deixou magérrimo e praticamente irreconhecível. Com isso, ele demonstrou toda sua versatilidade e talento como um ator digno do prêmio.

MELHOR ATRIZ: Cate Blanchett (Blue Jasmine)


A australiana Cate Blanchett foi a grande vencedora como Melhor Atriz. Ela interpretou Jasmine em Blue Jasmine, de Woody Allen. Jasmine é uma mulher rica que perde tudo, após seu marido ser descoberto por vários golpes e fraudes, por consequência vai morar com a irmã em uma humilde casa e ter que se adaptar a nova vida sem luxos. Cate deu um show interpretando uma mulher perturbada, com transtornos e vítima de surtos repentinos, que a tira da própria realidade.

MELHOR ATOR COADJUVANTE: Jared Leto (Clube de Copras Dallas)


O ator e músico Jared Leto, foi indicado e venceu todos os prêmios de críticas de cinema com o papel do transexual soropositivo Rayon, em "Clube de Compras Dallas". Após um período afastado do cinema, para se dedicar a sua banda "30 Seconds to Mars", Jared volta a mostrar seu talento na telona e arrebatou a estatueta por Melhor Ator Coadjuvante. No palco, ele fez um discurso emocionado em que agradeceu em especial a sua mãe e seu irmão.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Lupita Nyong'o (12 Anos de Escravidão)


A nova revelação Lupita Nyong'oganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Em "12 anos de escravidão", ela interpreta uma jovem escrava que roubou a cena no longa, em seu primeiro trabalho no cinema, Lupita conquistou Hollywood com seu carisma, estilo e elegância.

MELHOR DIRETOR: Alfonso Cuarón (Gravidade)


O produtor, roteirista e cineasta mexicano Alfonso Cuarón, foi premiado como o Melhor Diretor, por "Gravidade". O filme foi co-escrito, co-produzido, co-editado e dirigido por ele, o longa também foi vencedor de 7 Oscar.

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: 12 Anos de Escravidão

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: Ela


Escrito e dirigido por Spike Jonze, o filme conta a história de um homem que desenvolve uma relação com um sistema operacional inteligente de computador, Samantha (voz de Scarlett Johansson), ele acaba se apaixonando pela voz deste programa informático, dando início a uma relação amorosa entre ambos.


MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA: A grande beleza


O drama "A grande beleza", do italiano Paolo Sorrentino, é uma co-produção entre Itália e França e conquistou o Oscar de Melhor filme em língua estrangeira. O longa também venceu o Globo de Ouro.


Os prêmios a seguir são considerados prêmios técnicos ou secundários, porém não menos importantes. "Gravidade" recebeu 10 indicações ao Oscar, venceu 7 delas e foi o grande vencedor da noite. Porém, "Trapaça" concorreu a 10 indicações, mas não levou nenhum prêmio.


MELHOR ANIMAÇÃO: FrozenUma Aventura Congelante




MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL: Steven Price (Gravidade)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: Let it Go (Frozen: Uma aventura congelante)

MELHOR EFEITOS VISUAIS: Gravidade



MELHOR MAQUIAGEM: Clube de Compras Dallas



MELHOR FOTOGRAFIA: Gravidade

MELHOR FIGURINO: O Grande Gatsby

MELHOR DESENHO DE PRODUÇÃO: 
O Grande Gatsby




MELHOR DOCUMENTÁRIO: 
A Um Passo do Estrelato

MELHOR DOCUMENTÁRIO DE CURTA-METRAGEM: 
The Lady in Number 6: Music Saved My Life

MELHOR EDIÇÃO/MONTAGEM: Gravidade

MELHOR CURTA-METRAGEM: 
Helium

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO: 
Mr. Hublot

MELHOR EDIÇÃO DE SOM: Gravidade

MELHOR MIXAGEM SE SOM: Gravidade


Até o Oscar 2015!!!


domingo, 2 de março de 2014

De olho no Oscar

Crítica de Gravidade



     Gravidade é um drama de ficção científica que narra a história da Drª. Ryan Stone (Sandra Bullock) e de Matt Kowalsky (George Clooney), uma engenheira e um experiente astronauta que estão em uma importante missão em um ônibus espacial, o conserto do telescópio Hubble, e que após a colisão com detritos de um satélite, são jogados no espaço sideral e acabam perdendo a comunicação com a Terra. É nesse ambiente hostil que se passa toda a tentativa desesperada de sobrevivência dos personagens. 
    Com fotografia impressionante e efeitos visuais espetaculares, o filme torna-se meio que previsível com o desenrolar da trama, o enredo é bom, no entanto esperava-se mais do roteiro de um filme tão grandioso. As imagens da Terra e do espaço são magníficas, e não é à toa que o mexicano Alfonso Cuarón vem ganhando todos os prêmios técnicos pelo longa, e é o grande favorito para o prêmio de melhor diretor. 
     O ponto alto do filme é o momento em que Stone gira sozinha, perdida no espaço, e é mostrada ao espectador uma situação angustiante, onde a fragilidade humana diante da imensidão do espaço é aterrorizante. Outro ponto marcante é o silêncio presente no filme que destaca a solidão da personagem em sua jornada diminuindo cada vez mais qualquer chance de resgate.
     A maravilhosa Sandra Bullock cumpre novamente seu papel e concorre mais uma vez na categoria melhor atriz, está impecável como uma mulher fragilizada pela morte da filha ainda criança, mas forte o bastante para não desistir da vida e lutar por sua sobrevivência num lugar inóspito. 

Título original: Gravity (2013)


Por Kátia



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014


De olho no Oscar

Crítica de ELA



Quando se fala de filmes sobre futuro, logo pensamos em ver robôs, máquinas andando no meio da rua, carros voadores, mas nunca imaginamos que nesse futuro ainda, o grande mal em questão do ser humano seja a SOLIDÃO.
Partindo desse viés, Spike Jonze nos fascina com a história de ELA (Her), um filme que mostra a que ponto um homem solitário sobrevive nesse mundo com tantos aparatos tecnológicos e quase nenhum contato real e humano. Onde cada pessoa vive no seu casulo, com seus jogos interativos, suas altas tecnologias e aparelhos que “substituem” o contato com os amigos, por exemplo, as conversas no bar, as risadas... É dessa forma que o enredo se desenrola, com Theodore (Joaquin Phoenix), um escritor de cartas à mão, que sofre as tristezas de uma recém separação com sua esposa Catherine. Nesse meio tempo, é lançado no mercado um novo Sistema Operacional (OS), logo, Theodore se interessa e o adquire, é assim que surge Samantha, ou melhor, a voz dela, interpretada por Scarlett Johansson.
Após poucas conversas, Samantha mostra uma inteligência aguçada, uma “sensibilidade” fora do comum e uma sintonia incrível com Theodore, que logo se apaixona por “ELA”. O que se pensar desse relacionamento? Como gostar, sentir falta, sentir emoções e prazer por uma voz sem um rosto e por sua vez ter reciprocidade?
Um dos filmes indicados ao Oscar nas categorias de Melhor Filme, Roteiro Original, Canção Original, com a música The moon song (https://www.youtube.com/watch?v=SU6KFnGF9M8), Desenho de Produção e Trilha Sonora. Jonze foi responsável pela grande produção do filme Quero Ser John Malkovich (1999), e hoje se viu em meio a uma grande polêmica, quando foi acusado por dois roteiristas de ter roubado e adaptado o filme. Fato não confirmado, tanto é que o mesmo concorre ao Oscar de Roteiro Original e é um forte candidato a ganhador. Outro fato curioso do filme é o encantamento diante da interpretação de Scarlett Johansson que dá voz ao Sistema. Uma voz rouca e sensual que deixa Theodore totalmente hipnotizado por ela. Scarlett foi “proibida” de concorrer ao Globo de Ouro e também impedida de concorrer ao Oscar, fato que desagradou aos fãs do longa. Ela não somente dá voz ao personagem como nos passa a emoção e sensibilidade do Sistema. O filme também conta com a participação de Amy Adams e Rooney Mara.
ELA (Her) é um filme singelo e romântico que aborda de uma maneira delicada a fragilidade humana diante do mundo solitário.

Título original: Her (2013)

Por Bárbara


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

De olho no Oscar

Crítica de Álbum de família



O que se esperar de um filme onde se encontram Julia Roberts e Meryl Streep? Grandes expectativas, com certeza. Afinal, estas são atrizes ganhadoras do Oscar e donas de um talento sem igual. As duas estão presentes em Álbum de Família, filme de John Wells, baseado em August: Osage County (premiada com o Pulitzer), livro e peça de Tracy Letts (com também outras duas peças levadas ao cinema, Possuídos e Killer Joe). Uma história de veia realista, parecida com as muitas do maior dramaturgo brasileiro, Nelson Rodrigues. Este, também, escreveu uma peça com o mesmo título do filme, e nas duas obras é mostrado uma verdade nua e crua, sem retoques.
Em Álbum de Família, todas as máscaras caem, todas as fragilidades dos personagens vêm à tona, seus medos, suas angústias e seus pecados. O filme narra a história da família Weston, que vive no Condado Osage, em Oklahoma (EUA), considerada o inferno na terra no mês de agosto, transparece na trama um calor insuportável. A casa da família é conservada com as cortinas fechadas, não chega a ser espantoso sentirmos o mofo exalando do local.
A densidade da trama começa quando as três irmãs Barbara (Julia Roberts), Ivy (Julianne Nicholson) e Karen (Juliette Lewis) têm que voltar para casa e cuidar da mãe, Violet Weston (Meryl Streep), uma mulher doente, viciada em remédios e bebidas e uma mãe infernal.
Nessa história familiar cheia de reviravoltas, dramas internos sem tamanho e revelações bombásticas, é comum algumas demonstrações de carinho:
- Onde está a carne? Grita Violet.
- Coma o peixe, puta! Responde a filha Barbara.
É um filme denso, que segue com indicações ao Oscar de melhor atriz (Meryl Streep, indicada ao prêmio pela 18ª vez!) e melhor atriz coadjuvante (Julia Roberts), não vale à pena perder.


Título Original: August: Osage County (2013)


         Por Bárbara


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

De olho no Oscar

Crítica de O lobo de Wall Street



Sinopse
Durante seis meses, Jordan Belfort (Leonardo DiCaprio) trabalhou duro em uma corretora de Wall Street, seguindo os ensinamentos de seu mentor Mark Hanna (Matthew McConaughey). Quando finalmente consegue ser contratado como corretor da firma, acontece o Black Monday, que faz com que as bolsas de vários países caiam repentinamente. Sem emprego e bastante ambicioso, ele acaba trabalhando para uma empresa de fundo de quintal que lida com papéis de baixo valor, que não estão na bolsa de valores. É lá que Belfort tem a ideia de montar uma empresa focada neste tipo de negócio, cujas vendas são de valores mais baixos mas, em compensação, o retorno para o corretor é bem mais vantajoso. Ao lado de Donnie (Jonah Hill) e outros amigos dos velhos tempos, ele cria a Stratton Oakmont, uma empresa que faz com que todos enriqueçam rapidamente e, também, levem uma vida dedicada ao prazer.





Crítica
    O filme dirigido por Martin Scorsese, gênio do cinema e responsável por obras primas como "Taxi Driver", "Touro Indomável" e o mais recente "A invenção de Hugo Cabret", é também a quinta parceria de Scorsese e Leonardo DiCaprio. 
      Em "O lobo de Wall Street", a ironia, o sarcasmo e a extravagância dão o tom à trama, que conta os bastidores do método nada convencional de Jordan Belfort no mercado de ações e como o dinheiro, sexo, drogas, poder e corrupção transformam a sua vida.
      No entanto, o personagem possui um tom ambivalente, já que é totalmente amoral e cínico, mas que também desperta fascínio e simpatia em seu público. Brilhantemente interpretado por Leonardo DiCaprio, que ganhou o Globo de Ouro, por melhor ator de comédia e que desta vez não foi esquecido pela Academia, Jordan é desprezível e carismático ao mesmo tempo, e é ele quem narra sua própria história e mostra seu ponto de vista bem persuasivo e irônico.
   Algumas cenas são hilárias, outras, para os politicamente corretos, ofensivas, algumas críticas mais pesadas chegam a chamar o filme de "pornô babaca", porém, em minha humilde opinião, todas as cenas de nudez, sexo e drogas estão bem contextualizadas com a história, não são meramente gratuitas.
    O elenco é excelente, conta com Jonah Hill, que concorre mais uma vez a melhor ator coadjuvante, o ótimo Jean Dujardin, na pele de um banqueiro inescrupuloso, Matthew McConaughey, Rob Reiner, Jon Favreau, e a desconhecida Margot Robbie. 
     Em relação às categorias principais a que concorre, creio que Scorsese não leve o prêmio, pois disputará com o favorito Alfonso Cuarón, diretor de Gravidade, enquanto que Leonardo DiCaprio também terá uma disputa acirrada com Matthew McConaughey, outro ator premiado por Clube de Compras Dallas. Talvez também não leve o grande prêmio pois o longa seria incorreto demais para os conservadores da Academia, apesar de tudo, acho que está em pé de igualdade com todos os outros longas, pois tem uma bela direção, um elenco excepcional e uma ótima história.

Título original: The Wolf of Wall Street (2013)

Por Kátia.



terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Um corpo que cai (Vertigo), de Alfred Hitchcock (1958)




A obra prima de Alfred Hitchcock está de volta às telonas depois de um belo trabalho de restauração do original em meados de 1990.
Os cinéfilos de plantão aqui em Fortaleza têm a oportunidade de assistir ao clássico no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Eleito como o melhor filme de todos os tempos, pela Revista Sight & Sound, desbancando outro grande filme: Cidadão Kane.
Em “Um corpo que cai”, veremos a história do detetive John “Scottie” Ferguson (James Stewart), que se aposenta depois de uma crise de acrofobia, o mesmo recebe a missão de seguir os passos de Madeleine Elster (Kim Novak), esposa de seu antigo amigo da faculdade, Gavin Elster. Assim, Scottie começa sua investigação, e para seu desespero Madeleine tem uma obsessão por lugares altos.
No decorrer da história Scottie se apaixona pela misteriosa mulher e se envolve numa trama cheia de reviravoltas.
Alfred Hitchcock, o mestre do suspense é impecável em suas obras cinematográficas, deixando o expectador vibrar com histórias envolventes, personagens marcantes e um enredo extraordinário que fascina todos em qualquer época.


Por Bárbara.


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Crítica de filme:


Sinopse: 
Bastante machucada e largada em um beco, Joe (Charlotte Gainsbourg) é encontrada por um homem mais velho, Seligman (Stellan Skarsgard), que lhe oferece ajuda. Ele a leva para sua casa, onde possa descansar e se recuperar. Ao despertar, Joe começa a contar detalhes de sua vida para Seligman. Assumindo ser uma ninfomaníaca e que não é, de forma alguma, uma pessoa boa, ela narra algumas das aventuras sexuais que vivenciou para justificar o porquê de sua auto avaliação.

Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-196465/



Uma película ousada que parte de um drama pessoal da personagem principal Joe, uma “mocinha-vilã” (pode-se assim dizer), já que a mesma sente-se atormentada pela culpa de ter destruído a vida de muitas pessoas, devido as suas práticas sexuais. Alguns vão dizer que ela se faz de vítima, se martiriza à toa, que é um drama desnecessário, outros acham que ela realmente passa pelo sofrimento de uma mulher que é atormentada com o que a NINFOMANIA lhe trouxe.
Um filme que mistura erotismo, culpa e uma pitada de humor negro, assim como na cena em que a personagem Mrs. H, representada, magnificamente, pela atriz Uma Thurman, descobre onde vive a amante de seu então marido. Diríamos que é uma das cenas mais marcantes do filme, uma situação tragicômica.
Lars Von Trier realmente alcançou o seu objetivo mais uma vez, nos apresentando um trabalho polêmico desde a utilização de dublês de corpo, nas cenas de sexo explícito, aos cartazes de divulgação, onde sugeria o momento dos orgasmos de seus personagens.                 
O diretor, deixa, então, bem claro, com todas as cenas e as formas como elas foram construídas, a livre escolha de todos, amá-lo ou odiá-lo. Não o odiei.
Por Bárbara.